Saffer e Barone (2017) afirmam: “O agente comunitário de saúde (ACS) é um dos principais atores da Estratégia de Saúde da Família (ESF), cuja prática vem sendo alvo de diversas discussões”. Analise os itens abaixo:
I As funções dos ACS foram se subtraindo progressivamente, devido à estigmatização dos usuários e do uso desregrado de diagnósticos realizados nos diversos níveis de atenção, inclusive na atenção básica.
II O trabalho do ACS insere-se em um terreno em disputa que, para ele, se torna ainda mais conflituoso, devido à sua dupla pertença: como morador do território atendido pela ESF e como trabalhador da equipe que atende a área onde habita.
III É na alma comum e comunitária que está radicada a potência terapêutica dos agentes comunitários de saúde, partindo da posição paradoxal, simultaneamente morador do território e trabalhador da saúde.
IV Os ACS não são dotados de capital social/relacional, a partir do conhecimento das normas de reciprocidade, informação e confiança que provêm da sociabilidade cotidiana em um território.
V O ACS se coloca como instrumento da efetivação de relações de saúde mais democráticas, cuja efetividade encontra-se na afetividade compartilhada. A disponibilidade extensiva de si para o cuidado apresenta-se, entretanto, como campo pontuado de armadilhas, embaralhando posições de formas perigosas e potentes, habitando o fio da navalha.
São verdadeiros apenas os itens: