A “imagem do Renascimento - com R maiúsculo - remonta a meados do século XIX, ao historiador francês Jules Michelet (que o adorava), ao crítico John Ruskin e ao arquiteto A. W. Pugin (que o desaprovavam), ao poeta Robert Browning e ao romancista George Eliot (que eram mais ambivalentes) e, acima de tudo, ao acadêmico suíço Jacob Burckhardt. A sua versão do Renascimento era um mito, na medida em que apresentava uma descrição enganadora do passado”.
BURKE, Peter. O Renascimento. Lisboa: Edições Texto e Grafia, 2008. p. 9;12.
Constatando que o termo “Renascimento” foi cunhado no século XIX, esse conceito seria um mito, pois: