Como diz o ditado...

Não é que eu tenha implicância com os ditados. O problema é que muitas vezes eles se anulam. Explico melhor: se alguém me diz "não deixe para amanhã o que pode fazer hoje", eu posso responder "antes tarde do que nunca". E aí, como é que fica?
Os ditados são uma espécie de cápsulas de sabedoria testadas e aprovadas pela tradição, com selo de garantia e sem prazo de validade. Podem ser usados em qualquer ocasião e sempre produzem efeito. Ninguém consegue discordar!$ ^{IV)} !$ de um ditado. A não ser outro ditado.
Um diz "Deus ajuda quem cedo madruga"; o outro responde "mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga". Pronto.
Todos sabem que mais vale um pássaro na mão do que dois voando. O problema é que quem não arrisca não petisca. Portanto!$ ^{I)} !$, sempre podemos invocar um ditado para agir de um modo ou de outro. Se não somos ousados e nos contentamos com o que temos na mão, é porque seguimos a sabedoria do ditado; se ousamos arriscar é porque também seguimos a sabedoria de um outro ditado. Há ditados para todos os gostos, como se vê. E para quase todas as situações. [...]
É verdade mesmo que o silêncio é de ouro? Mas não dizem que quem cala consente? E como é que eu posso censurar o filho se ele se comporta como o pai, se quem sai aos seus não sai errado? Dizem que é de pequenino que se torce o pepino!$ ^{II)} !$, mas não é verdade que pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto? [...]
O problema é que é muito arriscado viver seguindo a experiência alheia. Os ditados não contêm verdades eternas!$ ^{V)} !$, dependem das circunstâncias. O importante é a gente pensar com a própria cabeça. Pode ser até que, às vezes, um ditado possa ser aplicado exatamente à situação que estamos vivendo. Mas desconfie sempre. Além disso, sabemos que é impossível aplicar em nossa vida as experiências dos outros. E cuidado com aqueles que chegam dizendo "se eu fosse você...". Cada um é que sabe onde lhe aperta o sapato!$ ^{III)} !$. Viu? agora deu pra encaixar um ditado. Por isso, nunca diga dessa água não beberei.
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Considere as afirmações abaixo quanto aos fatos gramaticais de língua:
I. O vocábulo “portanto” pertence à categoria das conjunções e significa “logo”, “por conseguinte”.
II. Se substituíssemos a forma verbal “torce” por “torceu” em “Dizem que é de pequenino que se torce o pepino”, não se alteraria o sentido do provérbio nem a correlação de tempos verbais.
III. Em “Cada um é que sabe onde lhe aperta o sapato”, há um desvio quanto à colocação pronominal: o pronome “lhe” deveria ser enclítico.
IV. “Discordar” é um parônimo de “descordar”, já que são vocábulos quase homônimos, ou seja, são palavras com grafia e pronúncia parecidas e sentido diferente.
V. Se deslocarmos a palavra “eternas” para imediatamente após a palavra “circunstâncias”, mantêm-se as mesmas relações de sentido.
É verdadeiro o que se afirma em
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