Como veículo de massa, a televisão já foi vista como meio homogeneizador, que serviria apenas para a degradação do indivíduo e da própria sociedade, ao difundir uma indústria cultural acrítica que se impõe indiscriminadamente (perspectiva consagrada pela Teoria Crítica); mas também foi considerada libertadora, um meio capaz de levar conhecimento a um grande número de pessoas, como nenhuma sala de aula poderia fazer. Essa perspectiva é alimentada pela própria legislação que rege as concessões de TV no Brasil, que considera que “os serviços de radiodifusão tem finalidade educativa e cultural, mesmo em seus aspectos informativo e recreativo, e são considerados de interesse nacional”. A partir dessa constatação, é correto afirmar que: