
Falar duas línguas atrasa os sintomas do Alzheimer
Aprender um novo idioma abre inúmeras oportunidades: ler livros no original, conhecer outros países com desenvoltura, ganhar pontos no currículo. Mas há um benefício que, talvez, supere todos os outros: ser bilíngue atrasa em mais de quatro anos os sintomas de demências, incluindo o Alzheimer, em pacientes que sofrem desse mal. Pesquisas têm demonstrado o potencial que o aprendizado de
uma linguagem traz para a cognição e a memória. A mais recente, realizada na Bélgica, corroborou essa teoria.
Uma equipe de psicólogos e neurologistas da Universidade de Ghent analisou o histórico médico de 134 pessoas diagnosticadas com a doença de Alzheimer, das quais, 65 eram bilíngues. Entre as que falavam apenas um idioma, a demência se manifestou, em média, aos 71 anos. No segundo grupo, os primeiros sinais do problema surgiram aos 76 anos.
O bilinguismo foi a única variável que demonstrou um efeito no atraso da manifestação dos sintomas. Os novos estudos têm indicado que falar mais de um idioma atua como elemento de proteção da mente, em termos de declínio da cognição e da memória.
Correio Braziliense, 7/12/2014 (com adaptações).
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