Atenção! O texto abaixo deve ser lido atentamente, para responder às questões 31 a 35:
Quando observamos a quantidade e a variedade dos estabelecimentos de ensino e de aprendizado, assim como o grande número de alunos e professores, é possível acreditar que a espécie humana dá muita importância à instrução e à verdade. Entretanto, nesse caso, as aparências também enganam. Os professores ensinam para ganhar dinheiro e não se esforçam pela sabedoria, mas pelo crédito que ganham dando a impressão de possuí-la. E os alunos não aprendem para ganhar conhecimento e se instruir, mas para poder tagarelar e para ganhar ares de importantes.
A cada trinta anos, desponta no mundo uma nova geração, pessoas que não sabem nada e agora devoram os resultados do saber humano acumulado durante milênios, de modo sumário e apressado, depois querem ser mais espertas do que todo o passado. É com esse objetivo que tal geração frequenta a universidade e se aferra aos livros, sempre aos mais recentes, os de sua época e próprios para sua idade. Só o que é breve e novo! Assim como é nova a geração, que logo passa a emitir seus juízos. – Quanto aos estudos feitos simplesmente para ganhar o pão de cada dia, nem os levei em conta (...).
SCHOPENHAUER, Arthur (1788-1860). A arte de escrever – tradução, organização, prefácio e notas de Pedro Süssekind.
Porto Alegre: L&PM, 2009. Com adaptações.
“Os professores ensinam para ganhar dinheiro e não se esforçam pela sabedoria, mas pelo crédito que ganham dando a impressão de possuí-la.” Nesse trecho do texto do primeiro parágrafo, identificamos uma informação implícita, uma opinião do autor: