“Ao mesmo tempo, devido a esta mobilidade crescente da população camponesa em busca da proteção estatal no espaço público da cidade, os períodos de escassez transformam-se em um problema social que afeta o conjunto da sociedade cearense e, portanto, ganha visibilidade social e espaço nas políticas oficiais. Assim, diante desse quadro, a seca de 1877 se apresenta como de gravíssimas proporções, fechando o ciclo dos períodos de escassez em que apenas se contabilizavam as perdas, se conjeturavam quanto às razões da irregularidade de chuvas e se lamentavam as mortes – a seca torna-se, a partir de então, um ‘fenômeno social’.” (NEVES, Frederico de Castro. A Multidão e a História: saques e outras ações de massas no Ceará. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2000, p.47).
A partir do texto acima, sobre a interpretação histórica e historiográfica acerca da Seca, é correto afirmar que: