E., 3 anos e 6 meses de idade, masculino, primogênito de um casal com dois filhos, fala somente palavras com duplicidade de sílabas (C-V), voz nasal, repete várias vezes os mesmos sons com mímica facial e prolongamento de vogal e se mantém muito disperso e agressivo. Eles moram em uma fazenda, no interior do estado de Alagoas. Os pais são primos e não estão alfabetizados e vivem para trabalhar no corte da cana. Os pais também demoraram para falar e apresentam um vocabulário pobre e restrito. Os resultados dos exames audiológicos de E. apresentaram limiares auditivos rebaixados em algumas frequências – indicando perda condutiva de grau moderado, timpanometria curva do tipo B e ausência de alguns reflexos. Não foi possível realizar o exame completo, devido à falta de condicionamento da criança. Em três sessões de avaliação vídeo-gravadas com a aplicação do protocolo PROC (Zorzi, 2006), o menino apresentou compreensão das ordens verbais e não verbais; atividade simbólica com os carrinhos, bonecos e miniaturas de animais e intenção comunicativa por meio de gestos e onomatopeias. Assinale a alternativa que indica a conduta e a abordagem da terapia fonoaudiológica possível de ser realizada pelo fonoaudiólogo.