Mulher de 29 anos em consulta médica em unidade hospitalar, cujo registro prontuário consta que “A paciente relata que o marido chegou em casa embriagado, agressivo, xingando-a. Em seguida, deu um soco forte no seu ouvido e muitos pontapés”. Como verificado, os motivos alegados para desencadear a agressão conjugal variaram em torno de alguns núcleos de sentido básicos, dentre os quais:
I - O casamento não vai bem (motivos banais do cotidiano que ganham destaque e viram tema de briga, como ligar ou desligar uma TV, manter uma janela aberta.)
II - A briga é uma rotina (a discussão verbal, acompanhada ou não de agressão física, é uma prática diária do casal).
III - Estar alcoolizado (o marido alcoolista usualmente ofende e agride fisicamente a mulher).
IV - Meter-se em “negócios de homem” (a mulher cobra satisfações sobre a conduta masculina, como a de olhar para outra mulher, ter amantes, dormir fora de casa e, em um dos casos, por apartar uma briga do marido com outro homem, despertando a sua fúria.)
V - Ele não aceita a separação (separações cuja iniciativa foi feminina e não foram aceitas pelos maridos ou namorados).
Portanto,