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Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois, para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. Significava, em suma, o abandono da busca da ilusão da perspectiva ou das três dimensões dos seres, tão perseguidos pelos pintores renascentistas. Em uma de suas vertentes esses artistas trabalharam com poucas cores - preto, cinza e alguns tons de marrom e acre-, já que o mais importante para eles era definir um tema e apresentá-lo de todos os lados simultaneamente (Levada às últimas consequências, essa tendência chegou a uma fragmentação tão grande dos seres, que tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas (PROENÇA,1994)
O texto faz referência ao:
Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois, para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. Significava, em suma, o abandono da busca da ilusão da perspectiva ou das três dimensões dos seres, tão perseguidos pelos pintores renascentistas. Em uma de suas vertentes esses artistas trabalharam com poucas cores - preto, cinza e alguns tons de marrom e acre-, já que o mais importante para eles era definir um tema e apresentá-lo de todos os lados simultaneamente (Levada às últimas consequências, essa tendência chegou a uma fragmentação tão grande dos seres, que tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas (PROENÇA,1994)
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