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863634 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CEAL

Atenção: As questões de números 1 a 7 baseiam-se no texto apresentado abaixo.


O tempo está se acelerando. Mas há uma sensação generalizada de que não conseguimos fazer tudo que queremos. Falta tempo. Pagamos fortunas por novidades tecnológicas que deveriam facilitar nossas vidas e continuamos com uma pressa insaciável.

Essa histeria provavelmente começou na Revolução Industrial, com máquinas que trabalhavam mais rápido que os homens. Muitas atividades rotineiras foram agilizadas. Entre elas, uma vital: a capacidade de deslocamento. Dos tempos de Júlio César, no século I a.C., aos de Napoleão, no século XIX de nossa era, nossa velocidade de movimentação foi quase a mesma: a que o cavalo permitisse. A invenção dos motores, colocados em trens, mudou tudo. E o impacto provocou a organização sólida do tempo, com a conseqüente importância dos fusos horários, pela velocidade com que os deslocamentos entre pontos de um território começaram a ser feitos.

A tecnologia então disparou a oferecer velocidade a quem quiser consumi-la. No final do século XX, transfigurou-se nossa capacidade de nos comunicarmos. “A tecnologia e a internet provocaram uma revolução na troca e na quantidade de informações”, diz um especialista. Vemo-nos num círculo vicioso aparentemente inquebrável: a tecnologia gera demanda por velocidade, que empurra o desenvolvimento de novas tecnologias que precisam ser mais rápidas.

O resultado dessa avidez por ganhar tempo é que estamos cada vez mais com a sensação de perdê-lo. Pressa. Ansiedade. E a sensação de que nunca é possível fazer tudo – além da certeza de que a vida está passando rápido demais. Essas são as principais conseqüências de vivermos num mundo em que para tudo vale a regra do “quanto mais rápido, melhor”.

Psiquiatras já discutem a existência de um distúrbio conhecido como “doença da pressa”, cujos sintomas seriam a alta ansiedade, dificuldade para relaxar e, em casos mais graves, problemas de saúde e de relacionamento. A resposta para esse dilema é qualidade, não quantidade.


(GWERCMAN, Sérgio. Cada vez mais acelerado. Superinteressante, São Paulo, ed. 211, p. 52-55, mar. 2005, com adaptações)

E o impacto provocou a organização sólida do tempo ... (2º parágrafo)

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento existente na frase acima está em:

 

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