O trabalho com conteúdos científicos, filosóficos e artísticos na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental sob o prisma da teoria pedagógica histórico-crítica segue um método de ensino que tem a prática social como ponto de partida e ponto de chegada. Para Dermeval Saviani “a prática social referida no ponto de partida (primeiro passo) e no ponto de chegada (quinto passo) é e não é a mesma. É a mesma, uma vez que é ela própria que constitui ao mesmo tempo o suporte e o contexto, o pressuposto e o alvo, o fundamento e a finalidade da prática pedagógica. E não é a mesma, se considerarmos que o modo de nos situarmos em seu interior se alterou qualitativamente pela mediação da ação pedagógica; e já que somos, enquanto agentes sociais, elementos objetivamente constitutivos da prática social, é lícito concluir que a própria prática se alterou qualitativamente. É preciso, no entanto, ressalvar que a alteração objetiva da prática só pode se dar a partir da nossa condição de agentes sociais ativos, reais.
SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. 40. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2008. p. 58.
Na perspectiva deste método quais os momentos que constituem a mediação para que a visão dos educados sobre a prática se altere de modo que a síncrese seja superada em favor da síntese?