Um pré-escolar de três anos e meio, sexo masculino, apresentou há 30 dias febre, coriza e dor de garganta, tendo sido levado ao pediatra que receitou amoxicilina. Após três dias sem melhora clínica, voltou ao médico que manteve o diagnóstico de infecção de vias aéreas superiores e iniciou cefalosporina. A criança apresentou melhora da febre, mas a mãe notou descoramento progressivo e claudicação (dor no membro inferior direito) e, por isso, o medicou por conta própria com anti-inflamatório não hormonal, ocasionando o desaparecimento da dor. A criança permaneceu descorada e mais hipoativa e foi novamente levada ao pronto-socorro. Nessa consulta, durante o exame físico, apresentava o seguinte quadro: hipocorado ++/4+, linfadenopatia cervical bilateral com linfonodos endurecidos, coalescentes, sem sinais flogísticos, comprometendo todas as cadeias cervicais e pequenos nódulos na fossa supraclavicular direita; fígado: 2 cm do rebordo costal direito, baço: 4cm do rebordo costal esquerdo. Os exames laboratoriais revelaram: Hb = 9,0g/dl, leucócitos = 10.800/mm3 (neutrófilos = 5%, linfócitos = 90% e monócitos = 5%), plaquetas = 130.000/mm3; DHL = 860U/L (normal = 240-480U/L), ácido úrico = 4mg/dL. A ultrassonografia abdominal solicitada revelou aumento homogêneo de fígado e baço. A conduta indicada para esse caso corresponde corretamente à alternativa: