Quais as várias formas de entender os acertos e as crises da escola assim como da educação formal?
A crise da escola se deve a ela não ser universal (nem todos estão nela)? De que não há condições de trabalho para alunos e professores? Ou a crise é evidenciada pelo fato de que não se está aprendendo adequadamente ou sobre sua falta de sentido? Qual é a dimensão de educação que se está desenvolvendo na escola? A quem servem as relações que se estabelecem na escola? O que a escola vem fazendo pela tecnologia, para que ela se torne humana e com sentido social?
Embora possa parecer que as frases acima são de efeito meramente lógico, elas parecem importantes como forma de mudar o rumo da conversa: a pergunta a ser feita não é “o que as modernas tecnologias podem fazer pela escola, mas o que a escola pode fazer para educar as tecnologias? Ou o que a escola pode fazer pelas redes sociais?”
A perspectiva da vigilância e as fake news criadas nas redes sociais vão trazer uma dimensão assustadora à inocência e ao descuido com que todos nós nos debruçamos sobre o uso das TICs em nossas casas e escolas. Esse é um dos efeitos da escola como rede. Rede como ‘prisão’, como enredamento para um mundo questionável. Tudo vai acontecendo sem percebermos os imensos e refinados dados que estamos entregando para o uso de um controle que cria um novo e difuso Estado transnacional de controle assentido. É uma pandemia envenenadora com que o vírus da abertura de todos os dados íntimos são entregues irresponsavelmente a um grande irmão que se estende em rede e que não respeita ‘paredes’.
De outro lado, a função da escola como ‘parede’ esconde um mundo de desafios, de criatividade, de percepção de novas realidades as quais o jovem e a criança têm que conhecer. Mas, como parede, precisa se abrir a outras realidades tais como os desafios do mundo digital, da inteligência artificial, das questões do alongamento da vida e dos inventos genômicos, e das novas formas de energias. Só que a parede se quebra, ou se torna transparente, quando a partir do seu abrigo vemos as causas dos problemas do mundo concreto, e não apenas do mundo virtual. A protetora parede da escola se complementa com as redes sociais e de aprendizagem coletiva no sentido de enfrentar a realidade da economia, da distribuição das riquezas, das questões da destruição ambiental, das delicadezas das relações humanas, da fome, das guerras, assim como do futuro de toda a humanidade.
Para Cegalla, a palavra crase designa, em gramática normativa, a contração da preposição ‘a’ com o artigo feminino (singular ou plural), com o pronome demonstrativo ‘a’ (singular ou plural), com o ‘a’ inicial dos pronomes demonstrativos aquele, aquela, aquilo (singular ou plural).
Relativamente ao uso da crase, avalie as afirmações que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas, levando em conta a seguinte parte retirada do Fragmento 3 do texto:
“A perspectiva da vigilância e as fake news criadas nas redes sociais vão trazer uma dimensão assustadora à (1) inocência e ao (2) descuido...”.
( ) Ao se substituir o vocábulo ‘inocência’ por ‘modo inocente’ a crase assinalada pelo número 1 seria suprimida, visto que não haveria a ocorrência da preposição ‘a’.
( ) A inserção da expressão ‘prática do’ imediatamente antes de ‘descuido’ obrigaria a troca de ‘ao’ por ‘à’, visando à correção gramatical.
( ) Caso houvesse a inserção do pronome demonstrativo ‘aquele’ antes da plavra ‘descuido’, dever-se-ia suprimir o artigo definido ‘o’ e proceder a contração da preposição ‘a’ com o referido pronome.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: