O que é norma-padrão e qual seu lugar na produção escrita
O falante tem, interiorizada, uma gramática natural, um saber intuitivo, uma competência que adquire no aprendizado da língua materna. A gramática artificial vem depois, para descrever a estrutura e o funcionamento da língua, que ele dominava na prática.
Muitas noções empregadas na descrição da língua, no entanto, não são satisfatórias e permanecem objeto de intensos debates, o que não é prerrogativa da língua portuguesa, uma vez que nenhuma gramática de nenhum idioma pode arrogar para si o mérito da descrição completa e irrefutável.
A norma-padrão, que ocupa a maior parte dos estudos gramaticais, é um recorte da língua, cujo emprego melhor se justifica em textos cujo registro é formal. Indiscutível a importância da aquisição dessa competência, pois o registro formal é um estilo bastante utilizado no meio profissional.
Dominar a norma culta, todavia, não implica, necessariamente, escrever bem, pois tal habilidade é desenvolvida pela leitura e pela produção de textos.
Não obstante a importância da norma-padrão, não se pode perder de vista que o estudo da gramática só se justifica se dele resultar o aprimoramento da fala e da escrita. Compreender o processo de comunicação é ter consciência de que tanto uma quanto a outra se prestam à transmissão de uma mensagem, que deve ser compreendida por um receptor. A eficácia desse processo depende de vários fatores.
(Fonte: TRF1 - adaptado.)
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