R.S.I., mulher de 38 anos de idade, foi internada no hospital com glicemia de 793 mg/dL e cetonas (++) na urina. Não tinha história de diabetes, e uma consulta com o clínico geral, há 6 meses, mostrara glicemia de jejum normal. Havia perdido 14 Kg nos últimos 2 meses e vinha apresentando poliúria e polidipsia há 15 dias e falta de apetite. Não apresentava qualquer outra queixa. Ao exame físico: presença de acantose nigrans e obesidade mórbida I; índice de massa corporal= 41 Kg/m². Exames laboratoriais: glicemia = 793 mg/dL; HbA1C= 12,2% (método certificado pelo NGSP), Na= 138 mEq/L; K=5,9 mEq/L; Cl= 100 mEq/L; HCO3 -= 18 mEq/L; creatinina = 1,30 mg/dL; glicosúria= positivo (+++); cetonúria= positivo (++). Inicialmente, a paciente foi tratada com insulina, o que propiciou adequado controle da glicemia. A paciente recebeu alta hospitalar e nos 3 meses seguintes perdeu mais de 10 Kg seguindo orientação dietética. Nesse período, a necessidade de insulina foi diminuindo a ponto de não desaparecer. A glicemia passou a ser controlada com hipoglicemiantes orais.
Sobre este caso, assinale a afirmativa CORRETA.