A nomenclatura marítima é um capítulo à parte na atividade marinheira. Chamar antepara de parede, cabo de corda, vigia de janela, camarote de quarto, ferro de âncora ou agulha de bússola, são gafes imperdoáveis e soam muito estranhas aos ouvidos dos marinheiros.
A linguagem marinheira requer dicionário específico. Um leigo, ou até mesmo praticantes recém-saídos da escola, têm dificuldade de entender os termos empregados no dia a dia da vida de bordo. Explicar para um leigo que uma enxárcia é um conjunto de ovéns é não dizer absolutamente nada. É falar grego. E não se trata de afetação ou tentativa de resguardar a profissão para iniciados. Trata-se simplesmente de nomear, com termos próprios, uma atividade diversificada que envolve inúmeras designações sem paralelo em ocupações terráqueas, como dizem os marítimos.[...].
(LIMA, Carlos Nardin. Comte - CLC. Essa nomenclatura marítima...
In: Língua portuguesa: leitura e produção de texto.
Rio de Janeiro: Marinha do Brasil, Escola Naval, 2011. p. 21).
Qual afirmativa sobre variação linguística se aplica ao texto de Carlos Nardin Lima?