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1080739 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRC-PE
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Artista chinês devolução de doações.
O artista dissidente chinês Ai Weiwei afirmou ontem que começou devolver o dinheiro que seus apoiadores mandaram para que ele pudesse recorrer da sentença que o obriga a apagar US$ 2,4 milhões ao governo de seu país. Segundo o opositor, não cabem mais recursos na Justiça chinesa contra a pena - considerada uma punição ao ativista em razão de sua posição ao regime de Pequim.
No ano passado, Ai foi condenado ao pagamento de impostos supostamente sonegados pela sue empresa, a Fake Cultural Development - de propriedade de mulher dele, Lu Qing - e multas relativas ao processo.
Para poder recorrer da sentença, o chinês precisava fazer um depósito de US$ 1,3 milhão e pediu ajuda a seus apoiadores. Dezenas de milhares de pessoas mandaram dinheiro para o ativista de diversas formas, entre elas, aviõezinhos feitos de notas que eram arremessados sobre o portão da cada de Ai.
O último recurso possível para anular o pagamento foi negado em setembro pela Justiça chinesa "Não temos mais opções para continuar tentando. Fizemos o que pudemos e a decisão da corte foi tomada. Então, devolveremos o dinheiro."
Ai afirmou que se opõe ao pagamento do US$ 1,1 milhão que restaria da dívida que Pequim lhe impôs, mas não tem certeza se será forçado e fazê-lo.
O artista acusa o fisco chinês de violar as leis ao manipular testemunhas, a contabilidade de sua empresa e a obtenção de provas para o processo.
Ai foi preso em 3 de abril e permaneceu detido durante 81 dias sem que as autoridades chinesas apresentassem nenhuma acusação formal contra ele. Quatro dias depois de sua prisão, o governo afirmou que o dissidente era investigado por "crimes econômicos", sem dar detalhes.
A denúncia de sonegação foi feita há um ano. Para o artista, a acusação tem motivação política e seu objetivo é dar um aspecto de legalidade à sua prisão. Apoiadores consideram uma tentativa de intimidação. "Quando eu estava detido, tudo o que eles falavam tinha relação com a suspeita de subversão, em virtude daquilo que eu escrevia no Twitter. Nunca falaram em sonegação ou crimes econômicos", afirmou ao Estado, na ocasião.
(Disponível em www.estadao.com.br)
A oração "que seus apoiadores mandaram", em destaque no primeiro parágrafo do texto, pode ser classificada como:
 

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