
O grande Condé dizia que, para concluir-se a guerra no mais breve espaço de tempo, eram necessárias duas coisas: homens e dinheiro. E o Sr. José Luiz Alves, negociante de grosso trato nesta praça, compreendeu perfeitamente o axioma de Condé, comprando e libertando um escravo, oferecendo-o para marchar para o teatro da guerra, pagandolhe adiantado um ano de fardamento, soldo e etapa. Assim, praticou ele um ato de patriotismo, diminuiu o número dos escravos e aumentou o dos soldados. Parabéns ao honrado fluminense: honra a ele e a todos os que seguem tão nobre exemplo!
Revista Semana Ilustrada, 11/11/1866. Adaptado de docs.ufpr.br.
A Guerra da Tríplice Aliança, mais conhecida como Guerra do Paraguai (1864–1870), envolveu os governos de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, tendo sido uma das mais sangrentas do século XIX. No contexto do governo imperial brasileiro, o conflito explicitou ainda mais as contradições da escravidão, como ironiza o texto da charge.
De acordo com a charge, uma das contradições evidenciadas pela referida guerra foi: