No desenho das políticas sociais dos dias atuais, as famílias têm sido chamadas a ser parte integrante e ativa do sistema de proteção social. A partir da década de 1990, com a ascensão do pensamento neoliberal, que passou a dar forma às políticas sociais por meio de projetos e programas sociais, passou-se a considerar os diferentes arranjos familiares. Nesse sentido, o antigo modelo baseado no chefe de família, cai em desuso. Assim, cabe a cada cônjuge o cuidado e a provisão em relação aos membros da família. Fundamentados no fato de que hoje as mulheres também são, em grande número, chefes de família, muitos programas e projetos sociais têm no papel da mãe a ênfase de