No ensino, como em outras coisas, a liberdade deve ser uma questão de grau. Há liberdades que não podem ser toleradas. Uma vez conheci uma senhora que afirmava que não se deve proibir alguma coisa a uma criança, pois deve desenvolver sua natureza de dentro para fora. “E se a sua natureza a levar a engolir alfinetes?” indaguei, lamento dizer que a resposta foi puro vitupério. No entanto, toda criança abandonada a si mesma, mais cedo ou mais tarde engolirá alfinetes, tomará veneno, cairá de uma janela alta ou doutra forma chegará a mau fim. Um pouquinho mais velhos, os meninos, podendo, não se lavam, comem demais, fumam até enjoar, apanham resfriados por molhar os pés, e assim por diante – além do fato de se divertirem importunando anciãos, que nem sempre possuem a capacidade de resposta de Eliseu. Quem advoga a liberdade da educação não quer dizer que as crianças devam fazer, o dia todo, o que lhes der na veneta.
Deve existir um elemento de disciplina e autoridade; a questão é até que ponto, e como deve ser exercido.
Russel, Bertrand. Ensaios céticos in: Platão e Fiorin: Para entender o texto.
Vocabulário:
!$ \bullet !$ Vitupério: insulto, ofensa.
!$ \bullet !$ Eliseu: profeta bíblico
Identifique o verbo correto nos parenteses das frases abaixo:
1. (compareceu/compareceram) naquele dia, cinco pessoas.
2. Os Estados Unidos (enviou/enviaram) poderoso reforço.
3. (ministra-se/ministram-se) aulas de português.
4. Vossa Excelência (sabe/sabeis) o motivo de minha demissão.
5. Mil reais (é/são) bastante.
Assinale a alternativa que indica os verbos corretos.