João, 36 anos de idade, procura atendimento psiquiátrico no consultório para uma segunda opinião. Relata que há 10 anos faz tratamento de depressão, tendo, no seu histórico, tomado diversos esquemas medicamentosos diferentes e que teve boa resposta com alguns. Um grande problema, segundo João, tem sido que essas melhoras sempre foram limitadas, e quase sempre, meses depois da melhora, os remédios deixam de fazer o efeito que faziam anteriormente, fazendo com que piore da depressão novamente. Ao ser indagado sobre quais medicamentos já havia tomado, lembra-se apenas do escitalopram, da bupropiona, da paroxetina, do clonazepam e do zolpidem. Quanto ao escitalopram e à paroxetina, ele diz que lembra bem, que ficou muito mal na época, chegando a ficar praticamente 1 semana sem conseguir dormir, agitado, com pensamento muito acelerado e gastando muito dinheiro em festas. No passado, teve episódios de consumo excessivo de álcool e cannabis, nos fins de semana, durante anos. Atualmente, o paciente relata estar se sentindo bem, somente com o uso regular de clonazepam 2mg à noite. Há 1 mês, suspendeu o escitalopram 20mg/dia, justamente pelos efeitos que estava causando e pelos problemas que estava acarretando na relação com os familiares e no trabalho.
Com base no caso clínico acima, qual das opções farmacológicas seria a mais indicada para João?