Considere o texto a seguir.
Para quem estudou em uma escola com metodologia tradicional, o jeito de aprender história, português ou química sempre foi igual. Sentados em carteiras dispostas em longas filas, que reservavam os lugares da frente aos mais comportados e os do fundo aos mais inquietos, os alunos ouviam a exposição monocórdia do professor, ou copiavam os intermináveis textos dispostos no quadro-negro. Para complementar, havia muitos exercícios a serem feitos, trabalhos diversos e, depois, as temidas provas, com as quais o professor sempre ameaçava os alunos que não se comportavam bem. Tratava-se de um cenário que se repetia tanto em escolas públicas quanto privadas, com algumas pequenas variações e insuficiências maiores ou menores.
Há algum tempo, porém, educadores perceberam que nem sempre o que funciona para uma disciplina é o melhor para outra, e que o que é melhor para atender os objetivos de um determinado grupo talvez não seja o mais eficiente para outro, cujas pessoas tenham personalidade e características distintas.
DA EDIÇÃO. O futuro da educação. Educação, ano 18, n. 202, fev. 2014. São Paulo: Editora Segmento. p. 50 (fragmento; grifo acrescentado)
No período em destaque no texto, o trecho “Sentados em carteiras dispostas em longas filas” cumpre a função de