Leia o texto a seguir para responder à questão.
Os veículos elétricos antecederam os movidos a combustível na história da locomoção do homem a bordo de máquinas. Os primeiros exemplares foram desenvolvidos no início do século XIX, décadas antes de o alemão Karl Benz instalar o motor a gasolina em um triciclo, o marco da primeira patente de um automóvel, em 1886 – se é que se pode chamar assim uma engenhoca que não passava dos 15 quilômetros por horas. Há controvérsia em torno da autoria e criação do modelo elétrico e até mesmo da data e local exatos em que fez sua silenciosa aparição. Contudo, é certo que, até os eletrificados se popularizarem, estudiosos, curiosos e aventureiros vinham imaginando uma forma de fazer com que nos movimentássemos em um meio de transporte sem o auxílio de animais, pedais, força humana e, até então, de combustível.
Entre 1832 e 1839, o escocês Robert Anderson produziu uma das primeiras carruagens equipadas com pilhas não recarregáveis. Nos Estados Unidos, a paternidade do feito é creditada a Thomas Davenport, em 1834. O francês Gaston Planté construiria, em 1859, a bateria recarregável, embrião da versão que viria a ser usada nos automóveis a partir de 1881. Recarregar, eis a senha para o sucesso. Na virada do século, os elétricos já dominavam as ruas dos principais centros urbanos da Europa e dos Estados Unidos, tanto em versões passeio como coletivas, e algumas bem rápidas para os padrões da época. Em 1899, um inusitado modelo belga denominado Jamais Contente ultrapassou a impensável barreira dos 100 quilômetros por hora.
(Revista Veja, 27.10.2010. Adaptado)
A palavra engenhoca retoma no texto