Leia o trecho a seguir:
“E, em bom português carioca, Anitta começou desancando a bossa nova. ‘É muito difícil você cantar sobre o barquinho que vai, a tardinha que cai se você nunca viu essas coisas. O funkeiro canta a realidade dele. Se ele acorda, abre a janela e vê gente armada e se drogando, gente se prostituindo, essa é a realidade dele’, ela resumiu. Na visão sem filtro cor-de-rosa da artista, as letras do funk só vão mudar quando for outra a realidade dos morros. ‘Para mudar o contexto da letra do funk, você precisa mudar a realidade de quem está vivendo essa realidade.’ Anitta, no caso, esboçou ali os princípios de uma voluptuosa realpolitik, argumentando que ao não esconder a verdade sobre suas plásticas – a mais notória delas redesenhou seu nariz – ela mostrava que até aqueles que servem de exemplo para os seus seguidores têm imperfeições.”
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/04/
anitta-defende-o-funk-carioca-em-palestra-para-bilionarios-em-harvard.shtml Acesso em: 11 mar. 2019.
A partir do trecho da reportagem, é possível estabelecer relações entre cultura popular e cultura erudita, já que a produção realizada pelas classes populares