Leia o texto abaixo para responder à questão.
A idéia(II) é a de que a institucionalização da raça como categoria(I) possuidora de direitos e oportunidades sociais, negada pelos processos de exclusão racial, resultaria(II) na construção jurídica de um país racialmente apartado, contrário a sua suposta vocação a-racial. Como foi(I) (III) possível que essa ideologia a-racial tão decantada por especialistas conformasse(III) uma sociedade que é alva(IV) em todas as suas dimensões de poder, riqueza e prestígio e escura(IV) nas suas instâncias de pobreza e indigência humana? O país real jamais amedrontou as elites políticas e intelectuais. Elas jamais enxergaram nele uma ameaça. O seu discurso nunca pôs(V) em questão a sua imperiosa necessidade de romper com o exclusivismo da supremacia branca como condição(I) para a desracialização da sociedade.
(Adaptado de Sueli Carneiro, O medo da raça. Correio Braziliense, 24 de abril de 2006)
Analise as seguintes afirmações a respeito do emprego dos termos e expressões do texto.
I. O valor semântico da conjunção em “como categoria” é semelhante ao valor dessa conjunção em “Como foi” e “como condição”: atribui causa ou razão aos substantivos a que se refere.
II. O emprego da terceira pessoa do singular no verbo “resultaria” é exigido pelo substantivo “idéia”.
III. Seria preservada a coerência textual se, em lugar de “foi”, fosse usado é, mas, para preservar também a correção gramatical, seria necessário substituir “conformasse” por conforme.
IV. A argumentação do texto opõe os adjetivos “alva” e “escura”, associando-os, respectivamente, a riqueza/prestígio e pobreza/indigência.
V. Se o infinitivo do verbo, pôr, não fosse acentuado – por oposição à preposição por – , não seria necessário acentuar “pôs”.
A quantidade de itens corretos é