Magna Concursos
2895053 Ano: 2022
Disciplina: Educação Artística
Banca: IADES
Orgão: UNDF

Aby Warburg (1866 - 1929) tornou-se uma referência no modo de se pensar a História da Arte na modernidade, por meio do projeto que idealizou a criação do seu célebre Bilderatlas Mnemosyne (Atlas de Imagens Mnemósine), nome dado em homenagem a Mnemósine, musa grega da memória. Segundo Etienne Samain: “Com Mnemósine, Aby Warburg – nutrido de uma informação livresca, escrita e erudita e possuidor de um incomum saber visual, artístico, antropológico, linguístico, histórico –, pretendia firmar sua procura de entendimento das culturas humanas. A obra, na época, agrupava da ordem de 79 painéis, reunindo umas 900 imagens. [...] Instalava, então, esses quadros de imagens nas ilhargas de sua biblioteca elíptica para que as imagens pudessem entrar em diálogo, pensar entre si, no tempo e no espaço de uma longa história cultural ocidental; para que pudessem também ser observadas, relacionadas, confrontadas na grande arquitetura dos tempos e das memórias humanas. A história da arte tradicional transfigurava-se em uma antropologia do visual. [...] Pois se Atlas lembra essa personagem da mitologia carregando o universo sobre suas costas, Mnemósine (isto é, um conjunto de 66 pranchas) era, na visão de Warburg, encarregada de “oferecer e de abrir balizas visuais não de uma história da Arte, mas de uma memória impensada da história”.

SAMAIN, Etienne. As “Mnemosyne(s)” de Aby Warburg: entre antropologia, imagens e arte. Revista Poiésis, Universidade Federal Fluminense: NITEROI, Vol. 30, 2017, pp. 29-51.

Esses painéis propõem, em sua integralidade, uma remontagem das narrativas históricas e artísticas, evidenciando um conceito de leitura iconográfica contraposto, na época da criação do atlas, ao modo de olhar e de estudar as produções artísticas ocidentais a partir de uma leitura histográfica linear. Trata-se do conceito de

 

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Professor - Artes Plásticas

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