Texto
Uma mulher, com 62 anos de idade, procurou o setor de emergência de um hospital relatando que há cerca de dezoito horas passou subitamente a apresentar dor retroesternal, em aperto, de forte intensidade, irradiada para o braço esquerdo, associada a sudorese profusa. É portadora de hipertensão arterial sistêmica há cinco anos — em uso irregular de medicação — e ex-tabagista. O exame clínico mostrou pressão arterial de 270 mmHg × 150 mmHg, freqüência cardíaca de 100 bpm, ritmo cardíaco regular em 3 tempos (por quarta bulha), bulhas hipofonéticas, sem sopros, pulmões limpos, abdome e extremidades sem anormalidades. Os exames laboratoriais revelaram dosagens de níveis séricos de CPK = 400 UI/L (valor de referência até 190 UI/L), CK-MB = 100 UI/L (valor de referência até 25 UI/L) e troponina I = 4,0 ng/mL (valor de referência até 1,0 ng/mL). Os traçados eletrocardiográficos (calibração: 1 cm = 1 mV, velocidade do papel = 25 mm/s) realizados na admissão são apresentados a seguir.

Ainda em relação ao caso clínico hipotético reportado no texto, considere que, a despeito da abordagem terapêutica, a paciente apresentou perda da consciência, quando foi registrado o seguinte traçado feito a partir de derivação do monitor cardíaco (derivação MC5, velocidade do papel de 25 mm/s, calibração: 1 cm = 1 mV).

Considerando esses novos elementos, julgue o item subseqüente.
Nessa situação, deve-se imediatamente realizar a reanimação cardiorrespiratória. Inicialmente, deve-se manter as vias aéreas pérvias — de preferência por meio de intubação orotraqueal —, seguida de ventilação com AMBU e, em seqüência, iniciar as massagens cardíacas externas. Após essas manobras, deve-se proceder à desfibrilação elétrica, acionando o botão de sincronização do aparelho cardioversor/desfibrilador.