"'Acima das histórias, há a história', escreve Droyen, um dos fundadores da escola histórica alemã, em 1858. É uma história doravante destacada da Providência (...) que 'se cria a si mesma' e se vê fonte do seu próprio movimento. Ela desempenha assim o papel de última instância que se confunde com o princípio da Razão em marcha e 'se torna um agente do destino humano ou do progresso da sociedade'. Por isso, a função da história como disciplina muda também, uma vez que já não se trata simplesmente de relatar 'a narração verídica das coisas passadas', segundo a fórmula consagrada desde a Antiguidade, mas de apreender o próprio movimento do destino humano. A história se torna disciplina autônoma que pode e até deve, daqui para a frente, permitir pensar 'a história do mundo' (Weltgeschichte), com alcance universal."
Fonte: ROUSSO, Henry. A última catástrofe: a história, o presente e o contemporâneo. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2016, pp.65-66.
Sobre o historicismo é correto afirmar que: