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INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o texto 1.
Texto 1
Quando criança, convivia no interior de São Paulo com o curioso verbo pinchar e ainda o ouço por
lá esporadicamente. O sentido da palavra é o de “jogar fora” (pincha fora essa porcaria) ou “mandar
embora” (pincha esse fulano daqui). Teria sido uma das muitas palavras que ouvi menos na capital
do estado e, por conseguinte, deixei de usar. Quando indago às pessoas se conhecem esse verbo,
comumente escuto respostas como “minha avó fala isso”. Aparentemente, para muitos falantes, esse
verbo é algo do passado, que deixará de existir tão logo essa geração antiga morrer.
As palavras são, em sua grande maioria, resultados de uma tradição: elas já estavam lá antes
de nascermos. “Tradição”, etimologicamente, é o ato de entregar, de passar adiante, de transmitir
(sobretudo valores culturais). O rompimento da tradição de uma palavra equivale à sua extinção. A
gramática normativa muitas vezes colabora criando preconceitos, mas o fator mais forte que motiva
os falantes a extinguirem uma palavra é associar a palavra, influenciados direta ou indiretamente pela
visão normativa, a um grupo que julga não ser o seu. O pinchar, associado ao ambiente rural [...] está
fadado à extinção?
VIARO, Mário Eduardo. Palavras jogadas fora. Língua Portuguesa, n. 77, mar. 2012, p. 52. [Fragmento].
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