Existem métodos alternativos ao uso de animais em atividades de pesquisa que já foram validados por centros internacionais e possuem aceitação regulatória internacional. O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), por meio de instrumentos normativos, reconhece esses métodos e regulamenta a sua obrigatoriedade. Portanto, o médico veterinário que trabalha em biotérios deve conhecer esses métodos e empregá-los. Sobre essa temática, considere os métodos alternativos apresentados nas afirmativas abaixo.
I Sensibilização Cutânea ou Ensaio do Linfonodo Local. Estuda a fase de indução da sensibilização alérgica de substância em contato com a pele e fornece dados para avaliação da dose-resposta. É um método in vivo com camundongos que não elimina o uso de animais, no entanto, reduz o número de animais requeridos.
II Teste de Fototoxicidade 3T3 NRU in vitro. Identifica o potencial fototóxico de uma substância induzida por excitação química, após exposição à luz, pela redução relativa da viabilidade de uma linhagem de fibroblastos murinos exposta ao composto na presença versus ausência de luz.
III Ensaio de células sanguíneas vermelhas (RBC). Investiga a desnaturação de proteínas de membrana de eritrócitos recém-isolados do sangue de mamíferos, causada por produtos e/ou substâncias tensoativas e mensuradas fotometricamente pelo vazamento de hemoglobina.
IV Teste da Membrana Corioalantoica do Ovo de Galinha. Avalia efeitos vasculares de produtos químicos quando aplicados sobre membrana corioalantoica de ovos de galinha fertilizados. Permite observar efeitos agudos como congestão, hemorragia e coagulação sobre os vasos sanguíneos dessa membrana.
Métodos alternativos reconhecidos pelo CONCEA estão presentes nos itens