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O real não é constituído por coisas. Nossa experiência direta e imediata da realidade leva-nos a imaginar que o real é feito de coisas (sejam elas naturais ou humanas), isto é, de objetos físicos, psíquicos, culturais oferecidos à nossa percepção e às nossas vivências. Assim, por exemplo, costumamos dizer que uma montanha é real porque é uma coisa. No entanto, o simples fato de que uma coisa possua um nome e de que a chamemos montanha indica que ela é, pelo menos, uma coisa-para-nós, isto é, que possui um sentido em nossa experiência.

Não se trata de supor que há, de um lado, a coisa física ou material e, de outro, a coisa como ideia e significação. Não há, de um lado, a coisa-em-si e de outro, a coisa-para-nós, mas o entrelaçamento do físico-material e da significação. A unidade de um ser é de seu sentido, o que faz com que aquilo que chamamos coisa seja sempre um campo significativo.

Marilena Chaui. O que é ideologia, p. 16-8 (com adaptações).

Julgue o item, a respeito da organização das ideias no texto acima.

O desenvolvimento das ideias no texto mostra que o uso do modo subjuntivo em “possua” é obrigatório para que as regras gramaticais sejam respeitadas; sua substituição pelo modo indicativo, possui, provocaria incoerência textual e desrespeito às regras gramaticais.

 

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