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Considere um paciente de 76 anos de idade, separado, com três filhos, desempregado, que trabalhava como pedreiro, analfabeto e que mora só. Quando trabalhava, começou a sentir dores nos ossos, mas atribuía isso ao esforço em demasia e à idade. No entanto, em um fim de semana na própria casa, fraturou o ombro sem nenhuma causa aparente. Após muitas idas e vindas a unidades de pronto atendimento (UPAS) e a hospitais, em que fazia consultas e tomava medicação sem melhorar, apresentando cada vez mais dores e alteração na função renal, o clínico geral o encaminhou para o hematologista, que o diagnosticou com mieloma múltiplo, um tipo de câncer que atinge os ossos, e iniciou o tratamento dele com quimioterapia. O psicólogo do hospital passou a acompanhá-lo. Ao observar todas as condições éticas necessárias, este concluiu que, após algumas sessões, o paciente já referia melhora álgica, mas também sentimento de inutilidade por não poder mais trabalhar, solidão por não receber a visita dos filhos e, por vezes, desejo de querer se matar, afirmando ter comprado veneno de rato para esse propósito, mas que por ter fé em Deus, tinha desistido da ideia.
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Os profissionais de saúde têm dificuldade de abordar o tema sexualidade com o idoso. Um dos papéis do psicólogo é trabalhar com o idoso o exercício da sexualidade, visto que são sujeitos com direitos sexuais, e é um tema relevante para a respectiva autoestima e prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).