Sobre a questão da mudança e da história na produção teórica da antropologia, considere as seguintes afirmativas:
1. Na antropologia britânica do século XX, a preocupação com a mudança surge como uma crítica ao funcionalismo excessivo das etnografias produzidas sob a influência de Bronislaw Malinowski e Alfred Radcliffe-Brown, principalmente. Estes críticos, reunidos no que se convencionou chamar de “Escola de Manchester”, buscam contemplar em suas análises os processos de transformação social, para além de uma descrição demasiado orgânica da estrutura social em funcionamento.
2. Claude Lévi-Strauss deu importantes contribuições à historiografia da América pré-colombiana, principalmente através do modo como relata a revolução social determinada pela proibição do incesto entre os Bororo do Planalto Central brasileiro e pelo modo como demonstra as conexões históricas entre os mitos da América do Sul e mitologias de diversas partes do mundo.
3. Marshall Sahlins, em “Ilhas de História”, utiliza-se de documentos acerca das viagens do Capitão Cook no Pacífico para apresenta uma contribuição ao debate teórico acerca da oposição entre estrutura e evento. Ele propõe a noção de estrutura performativa como uma forma de abordagem das mudanças particulares e “eventuais” sem que se abra mão de uma perspectiva estrutural mais ampla.
4. Em “O Pessimismo Sentimental e a Experiência Etnográfica”, Marshal Sahlins retoma uma preocupação com o tratamento teórico das mudanças históricas ao abordar as relações entre determinados coletivos “tradicionais” e o processo de incorporação de bens, práticas e valores modernos, associados à chamada globalização. O autor oferece uma visão alternativa aos discursos sobre a ameaça do fim da diversidade cultural humana, ao observar as formas como os valores modernos são criativamente apropriados e ressignificados a partir de estruturas culturais próprias.
Assinale a alternativa correta.