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2929380 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FAPEC
Orgão: UFGD

Leia o poema a seguir e responda a questão.

Cadeira de balanço

Quando elas se acordam
do sono, se espantam
das gotas de orvalho
na orla das saias,
dos fios de relva
nos negros sapatos,
quando elas se acordam
na sala de sempre,
na velha cadeira
que a morte as embala...

E olhando o relógio
de junto à janela
onde a única hora,
que era a da sesta,
parou como gota que ia cair,
perpassa no rosto
de cada avozinha

um susto do mundo
que está deste lado...

Que sonho sonhei
que sinto inda um gosto
de beijo apressado?
- diz uma e se espanta:
Que idade terei?
Diz outra:
- Eu corria
menina em um parque
e como saberia
o tempo que era?

Os pensamentos delas
já não têm sentido.

A morte as embala,
as avozinhas dormem
na deserta sala
onde o relógio marca
a nenhuma hora

enquanto suas almas
vêm sonhar no tempo
o sonho vão do mundo...
e depois se acordam
na sala de sempre

na velha cadeira
em que a morte as embala...

(QUINTANA, Mário. Cadeira de balanço. In: QUINTANA,
Mário. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguiar, 2006. p.
448-450.)

Analise os versos abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta corretamente as figuras de linguagem que aparecem em cada um deles, respectivamente.

I - “o relógio marca/ a nenhuma hora”

II - “na sala de sempre/ na velha cadeira/ em que a morte as embala...”

III - “Que sonho sonhei.”

 

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