A psicanálise ocupa-se do sujeito que fala, do assunto
sobre o qual ele fala e do objetivo de sua fala em termos
definidos pela dimensão do inconsciente, mas, para começar
a falar, ninguém precisa esperar chegar ao consultório do
psicanalista. É psicanalista quem, por atender ao discurso do
inconsciente onde quer que este se faça ouvir, não desatenda
às consequências lógicas e éticas desse ato.
O discurso médico-psiquiátrico, ao se valer apenas dos elementos de seu próprio discurso, abole tudo o que nele não possa se inscrever, o que Clavreul (1983) chamou de sua função silenciadora. A experiência psicanalítica mostrou que também se sofre do que não se pode dizer.
Borges, 2001 (com adaptações).
A partir do texto, é correto afirmar que a autora considere que