Elisa, 35 anos, negra, casada, mãe de três filhos, com ensino
superior completo, trabalhava como caixa de um banco privado,
mas está desempregada. Atualmente é atendida na Clínica da
Família de seu território pela médica de família e comunidade e
por uma profissional de saúde mental do CAPS (Centro de
Atenção Psicossocial). Elisa está chorando, relatando as situações
de violência que sofre, perpetradas pelo marido com quem vive
há quatro anos, que é o pai de seu filho mais novo. A médica de
família solicitou esse atendimento conjunto, matriciamento, após
perceber hematomas (manchas roxas) pelo corpo de Elisa em
mais de uma consulta, sem alterações laboratoriais que as
justificassem. Durante o atendimento, as profissionais de saúde
perceberam que, além de chorar muito, Elisa se queixou de dor
de cabeça e dores de estômago, queixas que ela tinha
apresentado em consultas anteriores, quando ainda não tinha
falado sobre a situação de violência que vivia. Elisa mantinha o
cuidado dos filhos e dizia dormir bem, fora as noites em que o
marido a agredia. Disse querer mudar de vida e que queria ajuda,
mas pontuou que isso era difícil, pois dependia financeiramente
do marido.
Além de sofrer violência de gênero, Elisa apresenta também um quadro de:
Além de sofrer violência de gênero, Elisa apresenta também um quadro de: