“É importante pensar (...) sobre o que operam os manuais diagnósticos da psiquiatria contemporânea, pois o que o DSM promove é cada vez mais uma pulverização diagnóstica que oferece um vasto cardápio de traços genéricos de personalidade e conduta aos quais os sujeitos podem se identificar. Tal identificação, porém, é profundamente nociva na medida em que promove uma desresponsabilização com relação ao sofrimento. Há, com as novas – e cada vez mais vastas – categorias diagnósticas, possibilidades infinitas para que o sujeito se identifique a uma categoria que o permita pertencer a determinado grupo. Tal forma de incluir é capaz apenas de reinserir o sujeito em um circuito ordenado onde permanecerá conformado com sua condição e essa política lhe oferecerá como propósito o tratamento – muitas vezes para o resto de sua vida – e o permitirá gozar de seu direito enquanto cidadão e usuário do sistema de saúde, parte disso, implicando poder tomar seus medicamentos que lhe serão garantidos pelo Estado.” (In: Saúde mental e psicanálise: bem-estar psicossocial? A peste, São Paulo, v. 5, no 2, p. 35-53, jul./dez. 2013).
De acordo com essa citação, responda as questões 45 e 46.
Esse modo de subjetivação advindo da identificação a traços imaginários (atributos corporais e comportamentais) formadores de grupos militantes com articulação política de demandas variadas vem sendo chamado de: