Texto para responder à questão seguinte.
Ao contrário de outras fibras, a fibra de poliéster não tem grupos polares e, por esse motivo, não pode ser tingida por mecanismos iônicos, com corantes hidrossolúveis como os ácidos, catiônicos, diretos. Somente é possível tingir o poliéster com corantes dispersos, não iônicos, e praticamente insolúveis em água fria. Os corantes dispersos são aplicados em dispersões aquosas, e o tamanho das partículas em dispersão é de 0,5 a 1 \( μ \). Eles têm limitadíssima solubilidade em água fria. Uma dispersão estável de tão pequenas partículas só é possível mediante a adição de agentes dispersantes, os quais formam uma camada protetora ao redor das partículas de corantes, prevenindo uma aproximação destas, o que ocasionaria uma aglomeração dos corantes no tingimento, com resultados desastrosos. Os dispersantes são incorporados na finalização dos corantes, durante a moagem e após a síntese. No processo de tingimento, são também empregados dispersantes.
Vidal Salem. Tingimento têxtil: fibras, conceitos e tecnologia.
São Paulo: Blucher, 2010 (com adaptações).
A acessibilidade dos corantes dispersos na fibra de poliéster geralmente é dificultosa devido à sua estrutura cristalina e de alta orientação. Considerando que há duas formas de minimizar o problema da difusão dos corantes nas fibras de poliéster, assinale a alternativa que apresenta essas formas.