O uso de energia renovável no setor de transporte chegou, finalmente, à linha de frente nos meios de comunicação e tudo indica que aí continuará. Há várias razões para isso: o custo e a incerteza futura do suprimento de combustíveis fósseis, particularmente os baseados em petróleo; o aumento dos níveis de CO2 na atmosfera, que leva à procura de novos combustíveis com menor impacto ambiental; o rápido desenvolvimento de refinarias de bioetanol em escala comercial, com cana-de-açúcar (Brasil) e milho (EUA) como matérias-primas; e o uso crescente de óleos à base de vegetais como biodiesel, em substituição ao óleo diesel obtido de petróleo.
O bioetanol pode ser produzido a partir da hidrólise da celulose, que é convertida em glicose e fermentada a etanol, conforme a reação C6H12O6(s) 6 2C2H6O(l) + 2CO2(g). As variações de entalpia padrão para as combustões completas do etanol e da glicose são, respectivamente, !1.370 kJ/mol e !2.800 kJ/mol. Sob alguns aspectos, esses exemplos são os primeiros frutos colhidos na busca da satisfação da crescente demanda do início dos anos 2000 por biocombustíveis.
J. Braz. Chem. Soc. vol. 18, n.º 6. São Paulo, 2007 (com adaptações).
A partir do texto acima e a respeito de aspectos por ele suscitados, julgue o próximo item.
O valor da variação de entalpia padrão para a reação de fermentação da glicose mencionada no texto corresponde a -60 kJ/mol.