A explosão demográfica no mundo pobre foi tão sensacional porque as taxas de nascimento básicas nesses países foram em geral muito mais altas que as dos períodos históricos correspondentes nos países “desenvolvidos”, e porque a enorme taxa de mortalidade, que antes continha a população, caiu como uma pedra a partir da década de 1940 (...). Assim, enquanto as taxas de natalidade permaneciam altas, ou mesmo cresciam em tempos de prosperidade, as taxas de mortalidade despencavam (...) e a população disparava para cima, embora nem a economia, nem suas instituições houvessem necessariamente mudado muito.
(HOBSBAWM, Eric. A era dos Extremos: o breve século XX. pp. 338-339)
Para o autor, a situação descrita no fragmento teve como uma das consequências