“... sugeri que entre a mania em Platão e a Loucura em Hegel haveria não apenas uma diferença de enfoque, mas um deslocamento histórico decisivo. Levantei a hipótese de que a ‘vizinhança’, a ‘estranheza’ e o ‘vai-e-vem’, que caracterizam a abordagem platônica da ‘mania’, desembocaram na exclusão, na familiaridade e na superação hegeliana. Isso corresponde mais profundamente à passagem de uma prevalência da Desrazão para a Loucura em sua visão clínica, denominada ‘doença mental’.” Ao pensar a produção da doença mental, o autor Peter Pal Pelbart, no livro intitulado “Da Clausura do Fora ao Fora da Clausura: loucura e desrazão”, afirma:
I Enquanto na Grécia Antiga se dá a proximidade física dos chamados loucos com seus contemporâneos, ao mesmo tempo há uma distância irredutível entre o homem comum e a loucura. No alienismo ocorre o inverso: o isolamento físico gera uma proximidade total da Loucura com o Homem.
II Tanto para Platão como para Hegel, a Loucura representa um erro na razão. Logo, ela precisa ser curada, mesmo que por diferentes métodos.
III Para Platão, a Desrazão era uma modalidade de experiência e saber.
IV No deslocamento da Desrazão para a loucura, passou-se a experienciar a loucura do louco como a loucura do homem em geral.
Estão corretas as afirmações: