A infância perdida no crime
Aos nove anos, na 2.ª série, ele abandonou a escola. Não conseguia se enquadrar. Não gostava de estudar. A mãe implorou para que o filho voltasse a estudar. Em vão. Impotente, ela chorou. Desesperou-se. Aos dez, ele começou a dormir fora de casa. Ninguém mais o deteve. Perambulando pelas ruas, sem ter o que fazer, aprendeu a roubar. Assaltava. Usava drogas. Criou inimigos. Rixas intransponíveis. Na noite de quinta-feira, por volta das 23 h, o menino de 11 anos foi assassinado com 18 facadas, em um beco escuro perto de casa, em uma cidade-satélite de Brasília.
Marcelo Abreu. Correio Braziliense, 26/6/2004, p. 26 (com adaptações).
A partir da análise do texto acima, julgue o item subseqüente.
O autor traça um perfil da personagem da notícia mais psicológico que referencial, pois o interesse recai sobre as atitudes da personagem diante da vida e as peculiaridades de seu modo de atuação.