O sincretismo é visto como uma característica dos estudos sobre o fenômeno religioso. Marca o ponto de encontro e de convergência entre tradições distintas. No Brasil, o sincretismo religioso tornou-se agenda de estudos, sobretudo - mas não exclusivamente - às experiências e tentativas de fusão entre o catolicismo popular e as religiões afro-brasileiras por meio de seus Orixás (Ferretti, 1998).
Ferretti, Sérgio E. Sincretismo afro-brasileiro e resistência cultural. Horizontes Antropológicos, v. 4, 1998, p. 182-198.
Em relação à existência do sincretismo religioso no contexto do Ensino Religioso e da formação da sociedade brasileira, registre V, para as verdadeiras e F, para as falsas:
( ) Com a Lei n.º 10639/2003, o ensino da história da África e da cultura afro-brasileira torna-se obrigatório. Com isso, abriu-se caminho para a adoção de medidas de correção e reparação dos danos materiais, físicos e psicológicos resultantes do racismo e de formas conexas de discriminação.
( ) Por possuir um objetivo claro de epistemologia para a compreensão do fenômeno religioso, em sua busca pelo Transcendente, por um lado; bem como no respeito ao outro e sentido da vida, por outro, cabe ao Ensino Religioso não fazer uma crítica sobre o sincretismo religioso visto se tratar de um fenômeno justificável historicamente num longo período da história do Brasil em que a liberdade religiosa se encontrava ausente.
( ) Entre alguns de seus significados, o sincretismo traz também uma ideia de opressão e de imposição da religião do colonizador sobre o colonizado, implicando na aceitação pacífica pela classe subalterna, de tradições da classe dominante, que adotaria e confundiria elementos de origens distintas e opostas.
( ) O Ensino Religioso tem o dever de promover a igualdade no trato religioso, sem nenhuma espécie de proselitismo ou ideologia religiosa em detrimento à outra.
( ) Após a realização, em 1983 na Bahia, da II Conferência Mundial da Tradição dos Orixás e Cultura, os líderes conhecidos das religiões afro-brasileiras passaram a condenar o sincretismo afro-católico, afirmando não ser hoje mais necessário disfarçar as crenças africanas por trás de uma máscara colonial católica.
( ) No campo das religiões afro-brasileiras, diversos dirigentes e militantes, sobretudo os mais intelectualizados, tendem atualmente a seguir a estratégia de aceitar a prática do sincretismo religioso a fim de serem fiéis à tolerância religiosa prevista na constituição federal de 1988.
Assinale a alternativa com a sequência correta: