País tem que focar na prevenção ou vai quebrar, diz médico
Em agosto, o médico Gilberto Ururahy lança "Saúde sem surpresa - medicina preventiva em primeiro lugar", seu quarto livro. Diretor-médico da Med-Rio, empresa que realizou mais de 130 mil check-ups desde a sua criação, em 1990, ele tem quase 30 anos de observação sobre o assunto. Da primeira leva de executivos que se submeteram aos exames, já há gente na casa dos 80 e até 90.
Ururahy sabe que seus clientes pertencem a uma pequena parcela privilegiada, com acesso a saúde de qualidade. Por isso mesmo, sua preocupação atual é com as políticas públicas para o setor: "o país tem que focar na prevenção ou simplesmente vai quebrar, porque não conseguirá dar conta de uma população que envelhece sob o peso de doenças crônicas incapacitantes, como hipertensão e diabetes, que afetam a independência e a autonomia das pessoas". No Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por 72% das mortes. "Você pode trabalhar e corrigir uma predisposição, porque sabemos que o estilo de vida representa 73% dos fatores que vão garantir a longevidade.
Acompanhei pacientes que mudaram totalmente seus hábitos, enquanto outros apenas guardavam os exames. Os resultados do ano seguinte, claro, eram desfavoráveis. Se nada é feito, o cenário metabólico só piora enquanto o risco para AVC, infarto e câncer aumenta", afirma.
(Fonte adaptada: https://g1.globo.com>acesso em 14 de maio de 2019)
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