Placenta prévia é definida como a placenta que se implanta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, a partir da 22ª semana de gestação. A prevalência geral de placenta prévia é de 5,2 por 1.000 gestações (IC 95%: 4,5 a 5,9) e tem aumentado com a maior realização de operações cesarianas. Apresenta risco elevado de morbidade, particularmente quando associada ao acretismo placentário, sendo responsável por índices elevados de prematuridade e mortalidade materna. É correto afirmar:
I. Com o avanço da gestação e consequente desenvolvimento do segmento inferior do útero, pode ocorrer a chamada migração placentária, determinando aumento da distância entre a borda inferior da placenta e o colo do útero. O termo “inserção baixa de placenta” deve ser reservado aos casos em que o anexo não está à frente da apresentação (lateral).
II. A avaliação clínica associada à avaliação ultrassonográfica permite classificar a placenta prévia em dois tipos, segundo sua relação com o colo uterino.
III. Geralmente pautado pela presença de sangramento vermelho vivo, de início e cessar súbitos, indolor, imotivado, reincidente e progressivo. O sangramento ocorre, mais frequentemente, na segunda metade da gestação, na ausência de contrações uterinas. Quanto mais recente o sangramento, maior a chance de parto prematuro com aumento da mortalidade perinatal e necessidade de transfusão sanguínea.
IV. A ultrassonografia transvaginal é considerada o padrão-ouro para confirmação diagnóstica. O diagnóstico diferencial principal é com o descolamento prematuro da placenta normalmente inserida. A ultrassonografia transvaginal permite verificar melhor a localização placentária e sua relação com o orifício interno do colo uterino.
A alternativa correta é: