A estratégia da multiprofissionalidade tem sido claramente apontada como estratégia privilegiada para atender às demandas da assistência, fato que não elimina a existência ainda bastante atual de fatores limitantes dessa prática. Nas pesquisas efetuadas em setores diversos do trabalho em saúde, evidenciam-se as dificuldades e limitações, tais como:
1) o atendimento médico continua sendo privilegiado em detrimento dos demais profissionais;
2) cada trabalho individual possui um processo peculiar, com objetos, saberes e instrumentos próprios, bem como produtos bastante diversos, fazendo com que os profissionais das diferentes áreas sintam dificuldades para compartilhar saberes e dar sugestões;
3) a organização dos serviços e do trabalho em saúde ainda são fragmentados;
4) os planejamentos das rotinas são realizadas por um ou dois profissionais, para serem executadas por outrem que não participaram desse planejamento. Dadas as ações, I. Criar espaços contínuos de discussão sobre as demandas, nos quais a cooperação entre os profissionais e a articulação das ações na busca de um determinado resultado seja efetuada por acordos prévios às intervenções;
II. Pactuar novas formas de atendimento das demandas cotidianas, sempre com todos os envolvidos, efetuando as modificações pactuadas somente quando todos estiverem convencidos das mudanças a serem efetivadas;
III. Superar os acordos e as articulações centrados apenas nas relações interpessoais, direcionando-os ao compartilhamento em torno de projetos de trabalho;
IV. Conversar, discutir, estabelecer consensos possíveis, combinar formas de conviver e trabalhar, estabelecer compromissos e pactuar contratos.
verifica-se que é(são) opção(ões) recomendada(s) para o avanço da mult e interdisciplinalidade