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No mundo do radioteatro

Três meses após a sua inauguração, isto é, em dezembro de 1936, a Rádio Nacional passou a intercalar pequenas cenas de radioteatro entre números musicais.

A 6 de agosto de 1937, inaugurava-se o “Teatro em Casa” para a irradiação de peças completas, semanalmente. A inauguração, sob grande expectativa, realizou-se com a peça de Miguel Escudeiro – “Ó! Meu Irmão, Salva-me”. Atores e atrizes de teatro interpretaram os papéis.

O radioteatro iniciava a sua marcha de vitórias.

O dia 5 de junho de 1941 ficará na história do rádio brasileiro como a data mais importante do radioteatro. Exatamente às 10 e meia da manhã, o locutor anunciou:

— Senhoras e senhoritas, o famoso creme dental Colgate apresenta... o primeiro capítulo da empolgante novela de Leandro Blanco em adaptação de Gilberto Martins – E-M B-U-S-C-A D-A F-E-L-I-C-I-D-A-D-E !!!

Um vento de emoção varreu o país de norte a sul. Era a primeira autêntica história seriada radiofônica, que haveria de durar 2 anos menos um mês, e que marcaria uma época, assinalando novos rumos, abrindo outros horizontes, expandindo negócios e as oportunidades artísticas.

Os patrocinadores de “Em busca da felicidade”, subestimando o êxito da iniciativa, prometeram fotografia dos artistas da novela e um álbum com o resumo dela aos ouvintes que enviassem um rótulo “Colgate”. No primeiro mês, chegaram 48 000 pedidos e as perspectivas eram de aumento em progressão geométrica. Cessou o oferecimento.

A primeira novela na Rádio Nacional provocou uma tempestade emocional entre os ouvintes. Pela primeira vez, na história do rádio brasileiro, cantores e locutores eram sobrepujados em popularidade pela comédia do radioteatro.

A novela tinha assegurado o seu triunfo. A ela pertencem até hoje horários dos melhores índices de audiência da rádio nacional. Quinze anos depois da primeira novela, ou seja, no momento em que a Rádio Nacional comemora 20 anos de existência, o radioteatro dispõe de alta percentagem, cerca de 50% das transmissões diárias, com exceção da madrugada, incluindo 14 novelas por dia.

Até dezembro de 1955, o Rádio-Teatro Nacional irradiou 861 novelas, as mais ouvidas do rádio brasileiro, segundo as mais seguras pesquisas de audiência.

Esse número equivale a mais de 11 756 horas de irradiação consecutiva. Isto significa que, depois de “Em busca da felicidade”, se o Rádio-Teatro resolvesse transmitir todas as novelas já irradiadas, noite e dia, incessantemente, gastaria 1 ano, quatro meses, quatro dias e vinte horas e meia.

O papel utilizado nesses 23 513 capítulos daria para erguer uma torre de 4 quilômetros de altura. Nesse mundo, registram-se cerca de 470 mil atuações de atores e atrizes, número superior ao da população da maioria das capitais brasileiras.

(www.locutor.info/Biblioteca/Historias_Cronica_Radio_Nacional_1956. doc. Adaptado)

Os artistas que trabalhavam na novela ficaram, algum tempo, praticamente impedidos de pelas ruas, tal reboliço que provocava a sua aparição. Um deles, papel era de vilão, teve de se refugiar numa casa comercial, em face da revolta de um grupo que reconheceu.

(www.locutor.info/Biblioteca/Historias_Cronica_Radio_Nacional_ 1956.doc. Adaptado)

Os espaços do trecho devem ser preenchidos, correta e respectivamente, com

 

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