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2966999 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belém
Orgão: Col.Mil. Belém
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Labirinto labiríntico

De repente, como num susto, num soluço ou num sonho, o menino detetive se viu totalmente perdido em um labirinto.

Mas não era um labirinto qualquer. Era um labirinto labiríntico.

Como sairia dali? Não tinha nem ideia.

O detetive menino (é o mesmo que menino detetive?) não viu placas mostrando o melhor caminho a tomar, não viu marcas no chão com dicas ou sugestões e não viu nem paredes nem muros para pular. Só havia um quebra-cabeça misterioso.

Do lado de fora da caixa do quebra-cabeça, havia um desenho intrigante.

Detetivesco, o menino olhou mais de perto e percebeu que era a imagem do mundo inteiro. Com todos os animais, árvores, nuvens, ninhos, flores, folhas, livros e seres humanos.

Prestou bastante atenção e percebeu que a imagem continha também o mundo do passado e o mundo do futuro. Uau!

Tudo o que ele tinha aprendido e ouvido falar da história, e tudo o que imaginava e sonhava do destino estava representado naquela imagem.

Que fantástico, pensou.

Mas o mais fantástico ainda estava por vir.

Entre um piscar e outro, entre um respiro e um suspiro, no breve estalar de um dedo, reparou que, nessa imagem, havia algo mais.

Bem na caixa desse quebra-cabeça, ele viu a figura de um menino investigador (ou de um investigador menino?) olhando para uma caixa de quebra-cabeça.

E, assustado, percebeu que era ele próprio!

Como tudo parecia um sonho, tentou acordar dando um beliscão forte na própria orelha. Estranhamente, o que doeu foi o seu joelho esquerdo.

Soltou um grito alto, porém, nem ele nem o vizinho imaginário despertaram.

Então, o investigativo menino concluiu que não era um sonho.

Vasculhou o manual de instruções e descobriu que para sair dali tinha que montar esse quebra-cabeça, que representava o mundo inteiro. Aquilo era um simulacro! Um portal que deveria cruzar para voltar ao seu lar.

O menino perito abriu a caixa com muito cuidado para não perder nenhuma peça. E se surpreendeu com o que viu.

Era um quebra-cabeça infinito.

Coçou a orelha beliscada e pensou no tanto de tempo que iria demorar para montá-lo. E no tanto de trabalho. E, para piorar, viu que havia apenas peças pretas. Totalmente pretas. Será que alguém, algum dia, mesmo em sonhos (o que não era seu caso), já havia conseguido montar um quebra-cabeça assim?

Encontrou outra dica do fabricante: "Para conseguir montar o quebra-cabeça e sair do labirinto labiríntico é preciso descobrir o nome secreto que deu origem ao universo".

Puxa, que complicação! Como ele ia descobrir algo sobre isso?

Ele não tinha comparecido na inauguração do universo quando certamente mencionaram esse nome. Também, nunca escutou nenhum segredo, fofoca, nem recebeu mensagem, torpedo ou um telefonema com ou sem fio.

Montar esse quebra-cabeça parecia tão difícil quanto voar sem imaginação, sem asas, sem hélices, sem vassouras e sem tapetes mágicos.

Suspirou fundo e refletiu: sair daqui vai ser um problema.

Mas, mesmo com tantas atrapalhações, respirou aliviado. Pelo menos, esse quebra-cabeça não quebra verdadeiramente nenhuma cabeça! Ufa, que sorte.

(Texto adaptado) FUX, Jacques. Um labirinto labiríntico. Curitiba, PR: Biblioteca Pública do Paraná, 2020.

No trecho "Aquilo era um simulacro! Um portal que deveria cruzar para voltar ao seu lar.", a palavra em negrito se refere ao

 

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