Com uma bengala na mão e um guarda-chuva na outra, o professor de língua portuguesa Júlio César Sbarrais caminha com dificuldade pelos corredores da Escola Estadual Padre Afonso Paschotte, em Mauá, na Grande São Paulo. Enquanto os alunos aguardam o início da aula, ele abre a porta da classe caracterizado da cabeça aos pés: sapatos extravagantes, calças coloridas, maquiagem no rosto e um nariz de palhaço, fantasia caprichada para arrancar sorrisos dos estudantes da 8.ª série do ensino fundamental.
Formado em Letras e em Artes Cênicas, Júlio César é o que se pode chamar de artista- docente, expressão utilizada para denominar educadores que trabalham com a linguagem artística em suas práticas pedagógicas. Desde 2007, o professor recorre ao palhaço Tinin para tornar as suas atividades com os alunos mais lúdicas. “Há uma questão pedagógica e didática na linguagem teatral. Apesar de o palhaço ser mudo, ele passa as regras de convivência em sala de aula. Eu uso lousa e giz, mas utilizo o palhaço como uma forma de conquistar o aluno, que tem de dar conta de muita coisa. Esses projetos são válidos no sentido de amenizar a sobrecarga do conteúdo ensinado”, afirma o docente.
Frederico Guimarães. A sala é um palco. In: Sala
de aula, ed.199, nov.2013. Internet: <http://revistaeducacao.uol.com.br> (com adaptações).
No que concerne às estruturas linguísticas e gramaticais do texto acima, julgue o item.
A supressão da vírgula imediatamente anterior ao enunciado “que tem de dar conta de muita coisa” manteria a correção gramatical do período e os sentidos originais do texto.